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28 de junho de 2007

Arroz com cebolinha?

Ontem recebi uma notícia que me deixou muitíssimo feliz. E não posso deixar de compartilhar com os queridos leitores do meu blog.
Minha mãezinha foi a uma exposição de artistas e escritores lageanos (minha terrinha) e estava ele lá, exposto, quase como novo: um livro infantil, em que participei com a publicação de 3 histórias, quando eu também ainda era infantil. Se é que deixei de ser. Faz 18 anos que escrevi aquelas historinhas no livro, e saber que após quase 2 décadas, ele participou de uma exposição importante, pra mim foi muito gratificante (rimei de propósito, porque quando pequena, eu adorava criar rimas, versos, poemas, e o livro traz muito disso). Aliás, eu adorava inventar músicas e até canções no meu piano de madeira. Bom, de pianista eu só tenho os dedos, finos e compridos.

E eu sempre tive inclinação quase que total para o humor. Para o drama também, mas esta parte é digna de um post exclusivo. Não estou com o livro aqui, mas logo colocarei um trecho dele para vocês sentirem como a minha mente, de apenas 7 anos, pensava rindo.

Lembro que num trecho de uma das histórias eu queria, de alguma forma, encontrar uma rima para "arroz com cebolinha", foi aí que eu coloquei inocentemente: carreteiro de galinha. Visto que este alimento não existe, foi criado por mim (mas minhas criações culinárias merecem outro post, também exclusivo), acabou que deu um belo caldo para a historinha.

Bom, se você for cruel, vai calcular há quantos anos e com quanto anos eu escrevi o livro, e vai saber a idade que eu tenho. Sendo assim, meu complexo com a idade, mereceria outro post, de título: O BOTOX AINDA VAI MUDAR A MINHA VIDA. Esquece, vou assumir minha idade em breve.

Mireille em campanha pelas marcas (não aquelas de expressão) da infância.

21 de junho de 2007

Café faz mal à saúde!


Estava eu na agência, procurando uma imagem de alguma coisa para alguma peça para algum cliente. De repente, me deparo com uma imagem que encontrei num blog, imagem esta que não me parecia nada familiar, em que mostrava um anúncio para o Van Gogh Café.
Uma xícara com a haste quebrada, num pires com um cubo de açúcar.
Bom, li abaixo da foto os comentários sobre a mesma: - “genial, grande sacada”; - “nossa, arrasou”...e por aí vai...

Olhei para aquela imagem e meu cérebro não achou nada de genial, ou seja, comecei a ter certeza de que eu nunca apreciei as aulas de História no colégio. Me senti mal e agoniada de não saber o por quê aquela droga de alça estava quebrada.

Eu precisava descobrir, então pesquisei a vida de Van Gogh rapidamente, e nada que me decifrasse a tal haste!

E meu cérebro pensou:
Hipótese UM - Van Gogh tinha Alzheimer e derrubou no chão.
DOIS - Van Gogh era louco e atirou a xícara contra a parede.
TRÊS – Van Gogh pintava os quadros pela metade.
Hipótese 4 (só pra descontrair) - A namorada do Van Gogh fez um café horrível e ele atirou longe.
Lá vai a CINCO – Van Gogh só tomava se fosse com adoçante.
SEIS – Eu colava nas provas de História.
SETE – Van Gogh tomava Berotec (quem tomou, sabe)

E pensei, será que é algum fato tão importante que Van fez pra todo mundo achar “uma sacada sensacional”??

Seria como não saber que o Cristo é candidato às Sete Maravilhas do Mundo Moderno? Ou como não saber quem matou Odete Hoitmann?? Ou ainda que a Marlene Mattos brigou com a Xuxa?
Pôôôôô, a verdade é que eu não fico bisbilhotando a vida dos outros, né, principalmente a do querido Van...

Para não me achar tapada sozinha, fiz uma pesquisa na agência e ninguém sabia mesmo, me senti menos mal...hehe
Eis que vem o Diretor de Criação e alivia a tensão: “VAN GOGH ERA LOUCO E CORTOU SUA ORELHA!!!”

Mas tenho certeza de que Van Gogh não fez isto para tirar proveito, assim como políticos que cortam outros membros para se tornarem inválidos. Argh!

Ufaa, salve-salve o Diretor de Criação gatésimooo (se a mulher dele ler isto vai CORTAR a minha língua)!

Miréille Almeida em campanha a favor do Nescau. No copo.

17 de maio de 2007

Check list de boas ações!

Leia meu check list para tornar-me um ser humano melhor:

1. Ter um filho: não, não tenho, talvez nem tenha, mas já troquei muita fralda de irmão pequeno. Hiper válido! (primeira e última vez)

2. Plantar uma árvore: plantava cactos em pote de margarina que ficaram maiores que eu (tenho MAIS de UmMetroeMeio). Cacto também é da natureza, válido!

3. Escrever um blog: cansei de participações especiais em livros, blog foi a maneira mais grátis que encontrei de publicar meus devaneios. Só meus. Então leia que um dia eu imprimo e faço uma capa. Validíssimo para o mundo moderno.

E você, já validou os requisitos acima?!

15 de maio de 2007

Vamos aumentar a vida útil da paixão!

Sexta-feira à noite, após ter trabalhado incansavelmente (que exagero), vou pra aula da pós, já querendo que chegue logo a hora do recreio (no meu tempo era recreio mesmo, mas para os ‘adultos’ que estão ironizando, intervalo) e eis que a professora (que os ‘aluninhos crescidinhos’ passaram A CANTADA em aula pública) fala sobre um tema de interesse de todos: a paixão!

Ela passou um trecho de um filme lá que eu não lembro o nome, com a Bárbara Streaiiaiaieesaand, no papel de professora que falava e indagava seus alunos sobre o tema.

Ela perguntou aos alunos (a Bárbara) por que as pessoas, mesmo sabendo que a paixão é efêmera, mesmo sabendo que irão sofrer no final, por que insistem em vivê-la?

E alguns alunos responderam: - “Porque querem tentar mais uma vez” ou “porque precisam espantar a solidão” ou “porque necessitam de companhia”.

Tenho certeza de que todas as respostas acima têm fundamento. Somos movidos pela adrenalina, pela vontade que dê certo algum dia, a vontade de encontrar a tal cara-metade. Lá, bem no fundo você quer ser feliz.

Dizem que a paixão dura 6 meses. Depois disso, ou vira amor, ou acaba. O pior é você se acostumar com uma pessoa, e, quando menos esperar, seu companheiro virou seu irmão. Ai, cruzes!!

E a Bárbara no filme, responde brilhantemente aos alunos: - “Vivemos a paixão, porque enquanto ela dura é bom pra cacete.” (não foi bem cacete que a legenda traduziu, mas foi bem isso que ela quis dizer).

É, quando terminamos com alguém ou quando terminam conosco, vêm à tona todos os momentos ruins, brigas e defeitos do parceiro, a fim de nos livrarmos de qualquer sentimento que ainda resta...e por que, depois de algum tempo, esquecemos a parte ruim, lembramos da boa, e surge o arrependimento?! (que nesta fase é o tal do ‘volta pra mim’, ‘vamos tentar novamente’, blábláblá).

Concordo plenamente com o desfecho da personagem no filme, mas como o blog é meu, a resposta derradeira é:

Vivemos a paixão, porque a ESPERANÇA é a última que morre, pô!
Miréille em campanha para aumentar a vida útil da paixão!

14 de maio de 2007

Falo sozinha, mas não tenho amigo imaginário!


Há tempos sentia a necessidade veemente de publicar meus devaneios em algum lugar, para ao menos tentar perder a mania de falar sozinha em qualquer parte que eu ande.

Pior que quando eu falo sozinha, geralmente estou falando o que eu gostaria de falar pra certas pessoas, e, pasmem, dias depois (ou até anos depois) sempre este diálogo monólogo sem sentido, acaba acontecendo e...pasmem novamente, com a pessoa que plantava minha imaginação dias atrás.

Quando eu tinha por volta dos 7 anos de idade, sempre brincava com minha coleção de chuquinhas, de Indiana Jones, de Xuxa (é, naquela época ela ainda era a Rainha dos baixinhos), He-Man e Sheera (haha, lembra da musiquinha:Heeeeman) no quintal da minha avó e, quando não estava com amiguinhos, adivinhem: falava sozinha!

Isso mesmo, desde pequena carrego este “dom” de imaginar um diálogo e ele acontecer (mas só acontece se vem à mente de forma natural).

Mas o que eu quero contar é algo que aconteceu aos 7 anos quando brincava naquele quintal.

Eu, Miréille A., 7 anos, pirralha, de imaginação fértil, brincando na varanda, quando ouve a conversa de outras duas mais pirralhas ainda, que dizem tranquilamente:
- “É aqui que mora a menina que fala sozinha?”
A outra pirra responde sem hesitar: - “É aqui sim”.

Pode parecer normal, pois eu falava alone mesmo, mas levei um choque naquele momento, e o que era pra ser coisa de criança acabei carregando pra vida toda...mas não posso reclamar, pois se o que eu falo acontece, então, acaba sendo um tipo de vidência...risos.

Amenizando: pelo menos não sofro do mal de muitos que têm amigos imaginários, ta?! Só vou trocar meus amiguinhos reais caso eles não comentem no meu blog, que por enquanto só tem visitas minhas...(por que eu não divulguei ainda, claro).